terça-feira, 8 de novembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Texto 3o. ano 3o. bimestre - Prof. Gonçalo (Sociologia)


A Constituição da Cidadania No Brasil

A conquista dos direitos civis, políticos, sociais e humanos no Brasil.

 A constituição da cidadania no Brasil deve ser compreendida dentro de seu processo histórico de evolução, lutas e conquistas de direitos que permearam as relações entre colonos e colonizadores, brasileiros e portugueses, escravizados e senhores e, posteriormente, os diversos grupos sociais que se organizaram na busca pela ampliação de seus direitos civis, políticos e sociais. Esse processo culminou na formação da Assembléia Nacional Constituinte e na elaboração da Constituição de 1988, denominada “Constituição Cidadã”.

 Embora formalizada, as prerrogativas do cidadão brasileiro ainda estão aquém de serem efetivadas em sua plenitude para a totalidade da população, colocando-se em questão a relação entre Estado e sociedade. Abre-se espaço, assim, para o debate sobre o papel do cidadão enquanto sujeito das decisões que governam a Nação, e a importância da participação política naquilo que denominamos efetivamente de “Estado de direito democrático”.

Devemos tentar trazer as reflexões anteriores (a República em 1789 na França, a formação das classes trabalhadoras organizadas, as lutas sociais por direitos etc.) para o contexto nacional, analisando a formação do Estado brasileiro e a constituição dos direitos civis, sociais, políticos e humanos no país. A orientação deve ser por uma análise crítica dos fatores sociais, econômicos e políticos que contribuíram para a especificidade do desenvolvimento da cidadania no Brasil.

Serão tratados o impacto da escravidão, da Proclamação da República, do Estado Novo, da Ditadura Militar e da Constituição de 1988. Essa retrospectiva busca identificar os avanços e os retrocessos e os entraves na consolidação dos direitos dos brasileiros. É para que cada um de nós busque, através de uma imaginação curiosa, enxergar imagens da construção da História do Brasil e despertar a curiosidade sobre nossa própria luta por direitos de cidadania.

Nas imagens que se vê nas páginas 22 e 23 da Apostila Volume-1, podemos identificar alguns temas e situações históricas específicas:

Ÿ  A Lei Áurea (abolição da escravidão), 13 de maio de 1888. Direito à liberdade (direito humano fundamental).

Ÿ  A criação da Carteira de trabalho. Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943. Regulamentação do trabalho e das organizações sindicais, direito ao salário mínimo e ao período de férias remunerado (direitos sociais).

Ÿ  Comício pró-diretas para Presidente, 1984. Luta pelo fim do regime militar e a retomada dos direitos civis e políticos.

Ÿ  A imagem da Capa da Constituição Brasileira. Formalização, em 1988, dos direitos civis, políticos, sociais e humanos pelo governo civil.

 Alguns historiadores afirmam que a escravidão era uma prática difundida em todo Brasil e exercida por toda a sociedade. Segundo José Murilo de Carvalho (2008), até os escravos possuíam escravos, e muitos, uma vez libertos, adquiriam escravos.

“O aspecto mais contundente da difusão da propriedade escrava revela-se no fato de que muitos libertos possuíam escravos. Testamentos examinados por Kátia Mattoso mostram que 78% dos libertos da Bahia possuíam escravos. Na Bahia, em Minas Gerais e em outras províncias, dava-se até mesmo o fenômeno extraordinário de escravos possuírem escravos.” (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. p. 48-49).

Através das imagens de “castigo público”, de Rugendas e de um trecho de “Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, entre as páginas 23 e 24, pensávamos em como seria o universo social dos séculos anteriores e o que será que legamos desse período?

Porém, diferentemente do pensamento liberal que vigorava na Inglaterra e na França, as ideias que sustentaram os argumentos abolicionistas não se fundamentavam na questão do direito individual, mas da razão nacional, isto é, considerava-se que a escravidão impedia o desenvolvimento da nação ao criar obstáculos ao desenvolvimento das classes, do mercado de trabalho e da integração social.  O impacto da escravidão deve ser discutido não apenas do ponto de vista dos escravos em si, mas da sociedade como um todo.

“As consequências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa – a formação do cidadão –, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis mas negada na prática.” CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. p. 53.

Um dos requisitos fundamentais para a ampliação dos direitos de cidadania é a educação.

“[...] nos países em que a cidadania se desenvolveu com mais rapidez, inclusive na Inglaterra, por uma razão ou outra a educação popular foi introduzida. Foi ela que permitiu às pessoas tomarem conhecimento de seus direitos e se organizarem para lutar por eles. A ausência de uma população educada tem sido sempre um dos principais obstáculos à construção da cidadania civil e política.” (CARVALHO, José Murilo de Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. p. 11).

Nesse sentido, Carvalho chama atenção para o fato de que grande parte da população não conhece efetivamente os seus direitos, inclusive pela falta de acesso à informação e, assim, acaba por não consolidar a ideia da cidadania de forma consciente.

Se retomarmos alguns fatos, datas e eventos de períodos não tão antigos da história do Brasil, teremos mais elementos para a compreensão da situação e do lugar do cidadão brasileiro no processo histórico de constituição dos seus direitos civis, sociais e políticos.

OLHAR textos na apostila de sociologia, volume 1, “Situação de Aprendizagem 2”, página 25 da.

Destacaremos, nesse momento, a transição da Velha República para o Estado Novo, quando, na primeira metade do século XX, observou-se, em um primeiro momento, um período de intensa agitação política envolvendo vários grupos sociais (Greve Geral de 1917, Revolta Tenentista e a fundação do Partido Comunista em 1922, Revolução de 1924, Coluna Prestes etc.) e, em um segundo momento, o estabelecimento do Estado Novo e o fortalecimento do governo central em torno da figura de Getúlio Vargas.

 A força motriz que impulsionou a queda da Primeira República e culminou na Revolta Civil e Militar de 1930 pode ser explicada pelo anseio de grupos divergentes – segmentos mais novos da hierarquia militar, chefes políticos de fora do eixo Minas Gerais / São Paulo, pensadores liberais, intelectuais de classe média e a nova classe trabalhadora emergente nos centros urbanos – de pôr fim à concentração do poder nas mãos das oligarquias dos grandes proprietários rurais. De 1930 a 1937, a participação de vários setores da população em movimentos políticos de massa, de âmbito nacional, foi fundamental para assegurar a conquista de direitos políticos e sociais inovadores. Porém, o golpe de 1937 inverteu a relação entre Estado e sociedade, ao impor o regime ditatorial civil, garantido pelas forças armadas.

O objetivo nessa etapa não é tanto o encadeamento dos eventos históricos em si, mas sim a relação entre Estado e cidadãos, destacando, principalmente, quais eram os atores políticos que ocupavam ambas as esferas e questionando por que determinadas categorias sociais ainda se encontravam excluídas da arena política enquanto sujeitos de sua própria cidadania. Por meio desse raciocínio, podemos refletir sobre uma questão fundamental: as ideias de cidadania “ativa” e “passiva”.

A ideia aqui é refletirmos sobre a questão da participação popular nos rumos de uma sociedade. Quando temos uma democracia, podemos dizer que os cidadãos governam por meio de representantes democraticamente eleitos. Em outras circunstâncias, podemos dizer que o Estado governa, seja por tradição, conquista externa, golpes, força militar ou ditadura. 

 Temos que refletir então: em qual situação os cidadãos têm mais condições de atuar na modificação das leis, na luta por direitos e na consolidação do seu estatuto perante a sociedade?

Apesar de a resposta parecer simples e óbvia, é interessante problematizar um pouco essa questão. A disputa pela participação no poder nunca é imparcial e os interesses políticos estão sempre em jogo, ou seja, dependendo de quem está ocupando os espaços de poder e de quem tem mais capacidade de mobilização, de angariar apoio e influenciar outros grupos sociais, os resultados dessa relação podem favorecer alguns grupos em detrimento de outros. Nesse sentido, uma democracia, que parece ser a forma mais justa de governo, pode ser palco de uma série de injustiças.

A partir da análise do quadro comparativo (nas páginas 26 e 27 da apostila), com alguns dos principais eventos históricos do período, podemos tentar compreender melhor essa situação através de situações reais da nossa história. No quadro são identificadas as datas, os movimentos, os atores sociais envolvidos e os resultados obtidos em termos dos direitos civis, políticos e sociais conquistados. Com isso podemos avaliar a dinâmica da relação entre Estado e sociedade e tentar analisar as consequências, para os cidadãos que ficaram excluídos desse processo, em termos da consolidação da cidadania no Brasil.

A maior parte desses movimentos teve início nas capitais dos Estados, e só então se espalharam para o interior do país, como foi o caso da Coluna Prestes, em 1925. Nesse sentido, a maior parte da população, que na época ainda residia e trabalhava predominantemente no meio rural, permaneceu à margem dos acontecimentos do período, podendo, quando muito, apoiar, opor-se ou permanecer indiferente.

Além disso, é importante lembrar que boa parte desse contingente estava excluída das listas eleitorais, por ser analfabeta. Esse fato é claramente observável ao analisarmos o desenvolvimento dos direitos sociais entre 1930 e 1945. Embora a legislação sindical, trabalhista e previdenciária que emergiu durante o Estado Novo tenha favorecido os trabalhadores, “os direitos foram assegurados em função da categoria profissional a que pertencia o indivíduo, ou seja, somente aqueles que integravam o universo das profissões reconhecidas ingressavam o sistema. Estavam excluídos portanto, trabalhadores rurais, domésticos, autônomos, desempregados, subempregados, além de todos aqueles que exerciam profissões não regulamentadas”. (LUCA, Teresa Regina de. Direitos Sociais no Brasil In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla (Orgs.). História da Cidadania. São Paulo: Editora Contexto, 4ª ed. 2ª reimpressão, nov. 2008. p. 481.).

A partir destes fatos podemos tentar avaliar o grau de participação política e vigência dos direitos civis em cada um dos períodos em questão e perceber que, até a instalação do Estado Novo, a participação política dos diferentes setores da sociedade foi bem maior. O movimento operário começou a se organizar, o partido comunista foi fundado, as greves ainda não haviam sido proibidas, houve mobilizações de âmbito nacional exigindo uma nova Constituição e o direito ao voto. Durante o Estado Novo, os direitos civis foram severamente reprimidos, e os benefícios sociais foram obtidos, ou melhor, criados, por meio de decretos.

Outra questão que devemos destacar é sobre o que diz respeito aos atores políticos mais atuantes e os menos atuantes em cada período. Podemos indicar como os mais atuantes: oligarquias tradicionais, oligarquias oposicionistas, facções militares oposicionistas, classes operárias urbanas, movimento anarquista e comunista emergente, sindicatos, industriais. Menos atuantes: trabalhadores rurais, camponeses sem terra e indígenas.

A principal questão a ser colocada em discussão é a participação política dos diferentes atores sociais na relação entre Estado e sociedade e sua contribuição para o desenvolvimento de uma cidadania ativa. Podemos questionar, por exemplo, o fato de os trabalhadores terem adquirido direitos de cidadania por virtude de leis sociais decretadas por um Estado autoritário, e não por meio de sua ação sindical e política independente. O que está em questão é o tipo de cidadania que resulta dessa relação com o Estado. Por isso, dizemos que: “A cidadania que daí resultava era passiva e receptora antes que ativa e reivindicadora”. (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. p. 126.).

O que acontece quando os direitos civis e políticos são severamente reprimidos? As pessoas nascidas na década de 90 fazem parte de uma geração que não conheceu a ditadura militar e os efeitos mais perversos da perseguição política aos opositores do regime. È importante então enfatizarmos o que é um Estado de direito democrático, que vivemos hoje e a ditadura militar (entre os anos 1964 e 1985), período dos chamados “Anos de chumbo”. Esse exercício é fundamental para a compreensão do contexto histórico, político e social em que a Assembleia Constituinte se formou, em 1986, e resultou na promulgação da Constituição de 1988, até hoje vigente, e que representa nosso principal instrumento de cidadania no Brasil. 

Analisando as imagens sobre o período, (página 29 da apostila de sociologia, volume 1) e se refletirmos sobre seu contexto, destacam-se algumas situações:

1) diversos líderes políticos, sindicais, intelectuais e inclusive militares tiveram seus direitos de votar e ser votado, bem como de ocupar cargos públicos cassados por dez anos. Além disso, muitos foram forçados a se aposentar e tiveram de deixar suas funções;

2) qualquer pessoa suspeita de oposição podia ser acusada de corrupção, subversão e submetida à investigação. O direito de opinião foi restringido e a censura aos órgãos de imprensa e demais meios de comunicação passou a vigorar;

3) o Congresso Nacional foi fechado por duas vezes, e o estado de sítio foi decretado. Foi introduzida uma nova lei de segurança nacional, incluindo a pena de morte por fuzilamento;

4) órgãos de segurança e informação, controlados por militares, foram criados para vigiar, averiguar, interrogar e prender pessoas consideradas suspeitas. Muitas foram submetidas à tortura e morreram nas prisões do governo. Até hoje há pessoas desaparecidas, cujas famílias desconhecem as circunstâncias de seu desaparecimento ou morte e o local de sepultamento;

5) centenas de senadores, deputados, vereadores, dirigentes sindicais, funcionários públicos, professores universitários e pesquisadores científicos foram cassados ou perderam seus cargos, e muitos se exilaram no exterior.

Em cada uma das imagens mostradas é possível perceber o que simbolizam ou expressam diretamente.

a) – Cartaz Anistia, de Pablo Picasso. Representa a prisão de pessoas pelas agências especiais de repressão, no caso específico da imagem, remete à ditadura de Franco na Espanha como o Destacamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e pelo serviço de inteligência da Polícia Civil de São Paulo, o Departamento de Política e Ordem Social (DOPS). Supressão dos direitos civis e políticos.

b) – Manifestantes correm após policiais jogarem bombas de gás durante protesto na greve dos bancários, no Largo São Bento, em São Paulo (SP), dia 13 de setembro de 1979. Outra situação que manifesta descumprimento de direitos já estabelecidos.

 c) – No “pau-de-arara”, o torturado é mantido amarrado nessa posição, por horas a fio, enquanto é submetido a outros tormentos, como choques elétricos, palmatória, afogamentos, tortura psicológica etc. Violação de direitos humanos, tratamento cruel, desumano e degradante.

d) – Quadro “Pirâmide de Crânio”, de Paul Cezane. Paris. Representação da morte. Remete aos casos de prisão, tortura e desaparecimento de presos políticos que resultaram em morte. Violação de direitos humanos, tratamento cruel, desumano e degradante, violação do direito à vida.


Fonte: Texto adaptado do Carderno do professo - Sociologia. Secretaria do Estado da Educação. (2011).

Texto 2o. Ano 3o. Bimestre - prof. Gonçalo (Sociologia)

CULTURA E COMUNICAÇÃO DE MASSA

A noção de cultura e a ideia de cultura de massa

Qual a importância da cultura na vida social? Para discutirmos o assunto, devemos passar por interpretações sobre cultura, consumo, consumismo, comunicação de massa e construção da identidade.

Retomamos a ideia de cultura, e buscamos esclarecer que a transmissão cultural se dá por meio da linguagem. Lembramos que o homem só existe enquanto ser cultural, que é a cultura que nos humaniza como seres humanos. Não é a inserção em grupos que nos distingue dos outros animais, já que, na sua maioria, também vivem em grupos. Logo, animais podem viver em sociedade, mas, não podem desenvolver cultura.

Entre as abelhas existe sociedade, mas não existe cultura. Existem indivíduos ordenados como coletividade em que pode haver uma divisão do trabalho, de sexos e idades. Mas não há cultura, pois não há tradição viva, elaborada de geração para geração que permita tornar única e singular uma dada sociedade. Uma tradição viva pode ser entendida como sendo um conjunto de escolhas. Ter tradição não significa só viver determinadas regras, pois os animais vivem regras, mas, sim, viver conscientemente as regras. Sob determinadas circunstâncias, os animais vão sempre agir e reagir da mesma forma. Se eles mudam suas regras, o fazem por mudanças no meio. Já com o homem não acontece o mesmo. Os animais não produzem tradições que os diferenciem. A cada grupo humano corresponde uma tradição cultural. Por exemplo, não há como mostrar uma casa e dizer: esta é uma casa tipicamente humana, como se ela representasse todas as casas humanas. Mas posso tomar qualquer casa de joão-de-barro e dizer que é uma casa típica de joão-de-barro. Não interessa se do Brasil ou de Portugal.

O papel da linguagem na transmissão cultural e os meios de comunicação de massa

Como vivemos em sociedade, não é possível deixar de lembrar que não há cultura individual e que toda cultura é socialmente partilhada. O homem ao nascer é absolutamente frágil, um dos seres mais frágeis que existem. Assim como outros mamíferos, ele precisa que alguém lhe dê água, comida, abrigo e limpeza. Mas, ao contrário dos outros animais, praticamente tudo pode ser ensinado para um homem na primeira infância. Assim, um bebê nascido no Brasil pode ser retirado de seus pais e criado por outra família na China e ele vai agir, falar e pensar de acordo com os hábitos culturais dessa família que o adotou. Ele não gostará de arroz com feijão e terá dificuldade de pronunciar palavras na língua portuguesa, caso algum dia venha para cá. Ele pensará como um chinês e falará como tal. Provavelmente gostará de comidas que, para o paladar brasileiro, são quase inadmissíveis, como escorpiões e certos tipos de insetos. Ele saberá comer com palitos, e não com garfo e faca. Enfim, agirá e pensará como um chinês, embora tenha nascido de pais brasileiros. O mesmo não ocorre com os animais. Um gato, por exemplo, pode até ser criado com uma família de cachorros, mas nunca latirá. Isso porque seu comportamento é regido muito mais pelos seus instintos. E o homem? O que rege o nosso comportamento? O comportamento do homem é regido por padrões culturalmente transmitidos pela linguagem. Logo, para os seres humanos, a linguagem tem papel importantíssimo na apreensão dos conteúdos simbólicos, pois é por meio dela que nos tornamos seres humanos. É por intermédio dela que os padrões culturais são transmitidos por meio de símbolos e sinais. E na nossa sociedade existem vários mecanismos de transmissão cultural. Alguns grupos dos quais fazemos parte são importantes mecanismos de transmissão cultural, como a família, os amigos, o trabalho, a vizinhança, a escola, entre outros. Outros mecanismos de transmissão cultural são os meios de comunicação, como a televisão, o rádio, a internet, os jornais, além dos livros, das obras de arte, entre muitos outros.

 Se a linguagem é a forma mais importante de transmissão cultural, cada vez mais na nossa sociedade essa se dá pelos meios de comunicação de massa. Eles são importantíssimos para que possamos compreender o que se passa na sociedade e como devemos (ou podemos) agir socialmente. No entanto, devemos tomar consciência de como os meios de comunicação de massa nos transmitem valores e ideias, e não apenas informações.

 Cultura versus cultura de massa

Relembráramos então que o ser humano é um ser social e cultural. Muitos sociólogos falam em cultura de massa para explicar o status da cultura nas sociedades que passaram pelo processo de industrialização. Mas será que isso é correto? Para refletir sobre tal ponto, precisamos refletir sobre os diferentes significados do termo “massa”. O termo massa tem uma conotação imprecisa em nossa sociedade. Os sociólogos não concordam entre si sobre o seu significado e muito menos quanto à sua conotação. De uma forma geral, usam a palavra massa para designar um grande número de pessoas, heterogêneas quanto à origem social e geográfica, e indiferenciadas entre si quanto à normas de comportamento e valores. O termo às vezes é usado de forma positiva e em outras de forma negativa. Tanto pode ser usado para referir-se ao conjunto da população, quando as pessoas falam, por exemplo, “naquela partida de futebol havia uma massa humana imensa”, como também para referir-se aos grupos populares: “a esgrima não é um esporte para todos, não é um esporte para a massa” (CUCHE, 2002, p. 158). De qualquer forma, deve-se ter muito cuidado ao falar em cultura de massa, pois esse termo pode passar a ideia de que existiria uma cultura da maioria da população, uma cultura de massa, e um outro tipo de cultura, partilhada por poucos. Muitos autores não trabalham mais com a divisão entre cultura popular (entendida como cultura do povo, da maioria da população) e cultura erudita (uma cultura partilhada por membros da elite), pois ela dá a entender que a maioria das pessoas seria dotada de hábitos tão diferentes de outras parcelas da população que acabariam constituindo entre si uma cultura própria.

De uma forma geral, acredita-se que haja uma cultura partilhada e que os diferentes segmentos que compõem essa cultura se inserem de forma distinta numa mesma cultura partilhada por todos. O que ocorre é que cada segmento possui um lugar próprio dentro de uma cultura partilhada por todos. Ou seja, ela pode ser entendida tanto como sendo o conjunto da população, como também a parte mais popular e por vezes pobre da mesma. Confunde-se cultura para as massas e cultura de massa. Uma grande massa de indivíduos recebe uma mesma mensagem, mas isso não quer dizer que todos a compreendam da mesma forma (CUCHE, 2002, p. 158). A mensagem veiculada pelos meios de comunicação de massa dirige-se mesmo a grandes parcelas da população, porém seria ingênuo acreditar que todos compreendem a mesma mensagem de forma idêntica.

 Quando um produto é lançado no mercado, isso não quer dizer que de imediato será consumido em larga escala e que todos, independentemente de sua idade, sexo ou grupo social ao qual pertençam o aceitarão sem restrições. Um bom exemplo é o do telefone. Hoje visto como equipamento essencial para a maioria das pessoas, quando surgiu no final do século XIX não foi tão bem-visto.

CONSUMO VERSUS CONSUMISMO

Agora devemos discutir a relação entre consumo e consumismo e conscientizarmos-nos de que há uma diferença entre os dois termos. Muitas vezes são usados como sinônimos pelo senso comum, mas essa é uma maneira inadequada de compreender a questão.

Devemos atentar para o fato de que os discursos usados nas propagandas muitas vezes vendem muito mais do que objetos, eles vendem ideias, sentimentos e aspirações. Propagandas que, na maioria das vezes, inspiram o consumismo, e não o consumo.

 O consumo como forma de satisfação de necessidades básicas faz parte da existência do homem enquanto ser cultural. Já temos a consciência de que o homem só existe enquanto ser cultural e que é por intermédio da cultura que nos diferenciamos dos outros animais. Mas, nas sociedades que passaram pelo processo de industrialização, a apreensão dos conteúdos simbólicos da cultura não se faz apenas por intermédio do consumo, mas, principalmente, por meio do consumismo.

 Para alguns autores, o consumismo está mais relacionado com a criação de desejos crescentes, e não tanto com a satisfação de necessidades. Ou seja, muitas das propagandas, ao tentar vender seus produtos, não apelam para uma necessidade que o indivíduo tem e que aquele produto irá preencher ou satisfazer, mas sim a desejos que ele nem sabe que tem ou que muitas vezes não tem (ou não tinha...).

Muitas vezes as propagandas usam frases como: “Esse produto trará uma satisfação que você não espera”, ou algo similar. Ou seja, ela vende não a satisfação de uma necessidade existente, mas a criação de uma nova necessidade que aquele produto irá suprir e ela nem sabia que isso seria possível. Não é raro que a propaganda, transmitida pelos meios de comunicação, trabalhe a ideia de que o produto pode mudar a vida da pessoa ou de que a mesma não tem consciência de como isso poderia ser bom para ela. A incessante criação de desejos implica na contínua substituição dos objetos, uma vez que novas necessidades são criadas o tempo todo e assim nos baseamos no excesso e no desperdício (BAUMAN, 2008, p. 53). O volume de novidades rapidamente torna obsoletas levas e levas de produtos. Há então um excesso de novidades (olhar texto de Zygmunt Bauman, Apostila de Sociologia, volume 2, página 19).

 Há dezenas de exemplos de produtos que incessantemente são aperfeiçoados, como: computadores, câmeras fotográficas, mp3s e celulares, entre outros. O consumo faz parte de toda a vida social, pois os seres humanos precisam consumir para existir. Mas, nas sociedades que passaram pelo processo de industrialização não há apenas o consumo enquanto forma de satisfação de necessidades básicas; há também o consumismo. Ou seja, o consumo contínuo e incessante de bens, serviços e produtos muitas vezes supérfluos.

Outro ponto importante nessa discussão sobre consumo e consumismo diz respeito à questão da felicidade. No texto (BAUMAN, 2008) contido na página 20, a questão é a da relatividade da felicidade e da transformação das próprias pessoas em mercadoria.

Podemos, sem tanto esforço, pensar em exemplos, com base em experiência pessoal, de elementos presentes na nossa cultura que podem trazer felicidade para uns e não para outros, exemplos de costumes e hábitos de consumo que podem ser apreciados por alguns povos e não por outros. Por exemplo: comer carne de determinados animais, como de cachorro, na Coreia, e de cavalo, na França, pode parecer uma crueldade para uns povos ou causar repugnância para outros.

Podemos estabelecer, assim, uma discussão sobre felicidade, consumismo e as propagandas. Afinal, as propagandas veiculadas pelos meios de comunicação de massa como a televisão, o cinema, o rádio e a internet procuram vender produtos que muitas vezes agradam pessoas dos mais diferentes lugares.

Muitas vezes elas não vendem apenas produtos, mas também sentimentos, como a felicidade. Mas, ao falar sobre consumismo também é preciso discutir a questão da felicidade? Qual é a relação entre os dois?

 Será que estamos mais felizes do que já fomos? Será que a felicidade é mais alcançada hoje?

 Afinal, as propagandas vendem felicidade e outros sentimentos, e não só objetos. Eis a situação paradoxal que vivemos: o consumismo, para continuar existindo, trabalha com um paradoxo (paradoxo significa algo que é um contrassenso, um absurdo, disparate, ou parece uma contradição). Ao mesmo tempo em que vende a promessa de satisfação, precisa mostrar ou fazer o consumidor acreditar que está insatisfeito. Ou seja, a pessoa compra um produto e logo é levada a pensar que o outro produto é melhor e traria mais felicidade. “A sociedade de consumo prospera enquanto consegue tornar perpétua a não-satisfação de seus membros (e assim, em seus próprios termos, a infelicidade deles).” (BAUMAN, 2008, p. 64). Ou seja, estimula emoções consumistas, e não a razão.

Vivemos numa sociedade em que a felicidade passa pela posse, ou seja, pelo ter. As propagandas, no intuito de vender os objetos, passam-nos a ideia de que é feliz aquele que tem. Passam-nos a ideia de que é feliz aquele que possui.

 JOVENS, CULTURA E CONSUMO

 Sobre este assunto, discutiremos de que maneiras o jovem se insere na cultura de consumo, tanto como consumidor, quanto como produtor de cultura e identidades, a partir daquilo que consome. Esse universo, chamado jovens, é plural e multifacetado, ou seja, embora possamos nos referir a um conjunto de pessoas como “jovens” em função de sua faixa etária, o seu comportamento em relação ao consumo não é o mesmo e não pode ser generalizado, seja para determinada cultura, país ou mesmo geração. Queremos dizer com isso que, embora a indústria de consumo de massa produza artigos em série para ser consumidos igualmente por um grande número de pessoas, a forma como nos apropriamos desses objetos varia em função do contexto social, econômico, histórico, regional e cultural em que nos encontramos. Em outras palavras, as pessoas têm poder de decisão sobre aquilo que desejam comprar e o que vão fazer com os objetos que adquirem. Por essa razão, muitos produtos nem sempre “emplacam” quando são lançados no mercado; outros fazem mais sucesso do que o esperado e às vezes damos outros usos a objetos cujo propósito inicial não era aquele que imaginamos. A criatividade e a inventividade humana operam de forma dialógica com a indústria da propaganda e do consumo, e todo consumidor age como interlocutor nesse diálogo, pois é ele quem compra.

 Fonte:Texto adaptado do Caderno do professor - Sociologia - 2011. Secretaria do Estado da Educação.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Trabalho de Biologia - Vídeo - prof. Caio


INSTRUÇÕES

Segue abaixo a lista dos grupos e seu respectivo tema, em negrito.

Cada grupo deverá elaborar um vídeo explicativo sobre o tema de 5 a 10 minutos de duração.

Os critérios de avaliação serão:

-        criatividade
-        pontualidade
-        coerência com o tema
-        didática
-        pertinência do conteúdo

Os vídeos deverão ser entregues gravados em mídia física (CD ou DVD) no formato .AVI

Poderá ser usado qualquer equipamento de filmagem como celular, câmera fotográfica ou câmera filmadora.

Poderão ser feitas animações, dublagens ou atuações, sempre citando as devidas fontes e dando os devidos créditos em imagens ou sons utilizados.

RELAÇÃO DOS GRUPOS

  2ºG

GRUPO 1 - (1ª Lei de Mendel)


Bruno Covre
Michelle Bastos
Igor Camilo
Henrique Ferreira
Márcio Goes
Daniel Luiz
Marcos Vinícius

GRUPO 2 - (Síndrome de Down/Turner)

Larissa Santos
Jorge Luiz
Steffani R.
Thayná Cintra
Ana Carolina
Gisele de Paula
Deybla Daiane
Marcos Fernandes

GRUPO 3 - (2º Lei de Mendel)

Aline dos Santos
Joseane Regina
Marina dos Santos
Lucinélia Gonçalves
Melissa N.
Diorgenes Tadeu
Matheus Vinicius
Tainá de Paula
Jéssica Ladislau
Jaqueline Oliveira

GRUPO 4 - (Sistema ABO/Rh sanguíneo)

Caique Cardoso
Caio Pinho
 





2ºH



GRUPO 1 – (1ªLei de Mendel)

Kéticia Suelen
Ramiro Schmitz
Izabella Samantha
Gislaine Aparecida
Jéssica Machado

GRUPO 2 – (2ª Lei de Mendel)

Juliane
Graziela
Arthur
Wesley Ribeiro
Allef

GRUPO 3 – (Síndrome de Down)

Fernanda
Rafael
Gabriel
Kauê

GRUPO 4 – (Síndrome de Turner)

Danielle
Felipe L.
Stefani H.
Tainá
Thaís C.

GRUPO 5 – (Sistema ABO/RH sanguineo)

Natiely Viana
Luana Garrido

GRUPO 6 - (Albinismo)

Alec
Diego
Felipe R.

GRUPO 7 – (multialelismo e codominância)

Paula
Bruna
Juliana
Izabel
Stephany P.
Paloma
Weslei F.



2ªI

GRUPO 1 – (1ªLei de Mendel)

Bruno Ok.
Lucas A.
Rafael C.
Bruno A.
Lucas N.

GRUPO 2 – (Sindrome de Down)

Bruna O.
Cláudia
Laíz
Gabriela Martim
Rebeca
Elaine

GRUPO 3 – (2ª Lei de Mendel)

Diego
Juliany
Luiza
Poliana
Thainá
Tiago
Ricardo

GRUPO 4 – (Sistema ABO/RH sanguineo)

Aline
Caique
Gabriela
Letícia

GRUPO 5 – multialelismo e codominância

Ana Carolina
Camila
Carolina
Daiane
Felipe
Gustavo
Lucas W.




















sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Textos Geo - Profa. Mitzi

Amazônia- 1º anos 3ºBi

Floresta Amazônica
fonte:webciencia.com

A Amazônia está situada em sua porção centro-norte; é cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em área de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui 9 países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). A Amazônia brasileira compreende 3.581 Km2, o que equivale a 42,07% do país. A chamada Amazônia Legal é maior ainda, cobrindo 60% do território em um total de cinco milhões de Km2. Ela abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins.
O clima é do tipo equatorial, quente e úmido, com a temperatura variando pouco durante o ano, em torno de 26ºC.É muito comum na região, os períodos de chuva provocados em grande parte pelo vapor d'água trazido do leste pelos ventos.
A grande bacia fluvial do Amazonas possui 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e é recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1/3 das reservas florestais da Terra.
Apesar de ser o maior estado brasileiro (Amazonas), possui a menor densidade demográfica humana, com menos de 10% da população do país, 7.652.500 habitantes.

Meios de transportes e Zona Franca

O transporte fluvial é ainda o mais importante, mas começa a ser complementado pelas rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém - Brasília e a Manaus - Porto Velho. O aeroporto de Manaus tornou-se um dos principais do país em volume de carga embarcada, sendo utilizado para o escoamento da produção das indústrias eletrônicas da Zona Franca, estabelecida em 1967como área livre de importação e exportação. Nessa área, as mercadorias procedentes do exterior não pagam impostos de importação, quando se destinam ao consumo local, às indústrias da região, ou à reestocagem para reexportação.

Economia

A economia é dominada pelo extrativismo vegetal, exercido sobre uma flora com enorme variedade de espécies. Além da seringueira e do caucho, de onde se extrai a borracha, são coletadas a castanha-do-pará, vários tipos de madeira, gomas, guaraná, babaçu, malva e muitas outras. O extrativismo mineral, de gemas e pedras preciosas começa a assumir maior importância, já que a região possui inúmeros recursos, até hoje pouco explorados: ouro no Pará, no Amazonas, em Roraima e no Amapá; ferro no Pará (serra dos Carajás), no Amapá e no Amazonas; sal-gema no Amazonas e no Pará; manganês no Amapá (serra do Navio), no Pará e no Amazonas; bauxita no Pará (Oriximiná, no rio Trombetas, e em Tucuruí), além de calcário, cassiterita, linhita, gipsita, cobre, estanho, chumbo, caulim, diamante e níquel.
Na agricultura, as principais lavouras são as de juta, pimenta-do-reino, arroz, milho, cacau e mandioca. A criação de gado bovino concentra-se na região de Marajó, nos arredores de Porto Velho (Roraima), no Amapá e no norte dos Estados de Tocantins e Mato Grosso. A pesca do pirarucu e de outros peixes serve ao consumo local. Várias hidrelétricas, como as de Tucuruí, no rio Tocantins, no Estado do Pará, e a de Balbina, no Estado do Amazonas, próxima de Manaus, foram construídas.

Desmatamento da Floresta Amazônica

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.

Textos Geografia - Profa. Mitzi

Energia
fonte: suapesquisa.com
Introdução

Em nosso planeta encontramos diversos tipos de fontes de energia. Elas podem ser renováveis ou esgotáveis. Por exemplo, a energia solar e a eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia inesgotáveis. Por outro lado,
os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, podendo acabar caso não haja um consumo racional.
Principais fontes de energia

· Energia hidráulica – é a mais utilizada no Brasil em função da grande quantidade de rios em nosso país.
A água possui um potencial energético e quando represada ele aumenta. Numa usina hidrelétrica existem turbinas que, na queda d`água, fazem funcionar um gerador elétrico, produzindo energia. Embora a implantação de uma usina provoque impactos ambientais, na fase de construção da represa, esta é uma fonte considerada limpa.

· Energia fóssil – formada a milhões de anos a partir do acúmulo de materiais orgânicos no subsolo. A geração de energia a partir destas fontes costuma provocar poluição, e esta, contribui com o aumento do efeito estufa e aquecimento global. Isto ocorre principalmente nos casos dos derivados de petróleo (diesel e
gasolina) e do carvão mineral. Já no caso do gás natural, o nível de poluentes é bem menor.

· Energia solar – ainda pouco explorada no mundo, em função do custo elevado de implantação, é uma fonte limpa, ou seja, não gera poluição nem impactos ambientais. A radiação solar é captada e transformada para gerar calor
ou eletricidade.

· Energia de biomassa – é a energia gerada a partir da decomposição, em curto prazo, de materiais orgânicos (esterco, restos de alimentos, resíduos agrícolas). O gás metano produzido é usado para gerar energia.

· Energia eólica – gerada a partir do vento. Grandes hélices são instaladas em áreas abertas, sendo que, os movimentos delas geram energia elétrica. È uma fonte limpa e inesgotável, porém, ainda pouco utilizada.

· Energia nuclear – o urânio é um elemento químico que possui muita energia. Quando o núcleo é desintegrado, uma enorme quantidade de energia é liberada.
As usinas nucleares aproveitam esta energia para gerar eletricidade. Embora não produza poluentes, a quantidade de lixo nuclear é um ponto negativo.Os acidentes em usinas nucleares, embora raros, representam um grande perigo.

· Energia geotérmica – nas camadas profundas da crosta terrestre existe um alto nível de calor. Em algumas regiões, a temperatura pode superar 5.000°C. As usinas podem utilizar este calor para acionar turbinas elétricas e gerar energia. Ainda é pouco utilizada.

· Energia gravitacional – gerada a partir do movimento das águas oceânicas nas marés. Possui um custo elevado de implantação e, por isso, é pouco utilizada. Especialistas em energia afirmam que, no futuro, esta, será uma das principais fontes de energia do planeta.